TCU sugere mudança em lei para assegurar qualidade em obras de rodovias

18/10/2011 11:36

A secretária-substituta de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas da União (TCU), Liliane Colares, disse que são necessárias mudanças na Lei de Licitações (8.666/93) para assegurar maior qualidade nas obras em rodovias. A secretária participa neste momento de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, onde ouviu queixas de deputados sobre a má qualidade de algumas obras. Segundo ela, são necessárias alterações na lei para vincular as empresas que fazem os projetos das obras em rodovias à sua construção e manutenção.

Liliane Colares disse que, para efetivar essas alterações, é necessário que a legislação passe a permitir contratos acima de cinco anos.

Fiscalização de obras
Segundo a secretária, o TCU fiscalizou 63 dos 1.500 contratos em vigor no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e indicou a paralisação de 5 obras. Liliane Colares disse que ainda estão em andamento negociações para definir se essas obras serão suspensas ou não.

O diretor-geral do Dnit, general José Fraxe, afirmou na audiência que está fazendo diagnóstico de algumas obras e da carência de pessoal do departamento. Ainda neste ano, segundo ele, serão lançados editais de restauração de 32 mil km de rodovias e de 1.500 pontes. Fraxe informou que há carência de vários tipos de engenheiros no Dnit e que o órgão não tem nenhum topógrafo nem laboratorista de solo.

Entre os parlamentares que questionaram a falta de qualidade das obras em rodovias está o deputado Amauri Teixeira (PT-BA). Ele disse que diversas obras na Bahia precisam ser refeitas por esse motivo.

A audiência da Comissão Mista de Orçamento prossegue no Plenário 2. O debate foi solicitado pelo coordenador do Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves, deputado Weliton Prado (PT-MG).

Reportagem – Sílvia Mugnatto/Rádio Câmara
Edição – Pierre Triboli

Agência Câmara de Notícias

 

Notícias

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...

Quinhões desiguais não impedem homologação de partilha amigável, decide STJ

Quinhões desiguais não impedem homologação de partilha amigável, decide STJ 13/05/2026 Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações do Migalhas) Atualizado em 14/05/2026 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ decidiu, por unanimidade, que a existência de quinhões...